Dica de Livro: A Alma Imoral, Nilton Bonder

por | 2/06/2023 | 2023, cultura pop, feminismo, lifestyle, literatura

MOTIVO: você vai ficar com vontade de beijar na boca

Dica 1

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“O ser humano é talvez a maior metáfora da própria evolução, cuja tarefa é transgredir algo estabelecido.” – pág. 13.

“Ousaria dizer que tudo que é positivo para a vida é o que não se dissimula.” – pág. 22

“Entenda-se por infidelidade tanto o rompimento de compromissos como a manutenção dos mesmos de forma destrutiva.” – pág. 35

“Deixar sua cultura e seu passado em nome de um futuro é saber recompor a tensão entre corpo e alma, aprendendo a romper por conta das demandas do futuro e não só pelas demandas do passado.” – pág. 38

“A proposta da imutabilidade é mais do que indecorosa: ela violenta um indivíduo. Ela propõe que continuemos a fazer o que foi feito no passado.” – pág. 39

O moletom em que eu seguro o livro é este aqui:

“E quantos de nossos esforços e sacrifícios são, na verdade, ‘oferendas’ ao nada?” – pág. 58

“Quantas pessoas poderíamos ter tirado ‘para dançar’ na vida e não o fizemos por ofertar sacrifícios ao nada? Sacrifício ao deus da timidez, ao deus da vergonha, ao deus do medo de ser rechaçado e assim por diante.” – pág. 59

“Aquele que engana a si mesmo é mais perverso do que o que engana os outros.” – pág. 60

“Existe em nós uma tendência de querer agradar a nós, aos outros e à moral de nossa cultura. Com isso vamos gradativamente nos perdendo de nós mesmos.” – pág. 64

“Aqueles que se permitem transgressões da alma com certeza são vistos e recebidos pelos outros como estrangeiros. Os que mudam de emprego radicalmente, os que refazem relações amorosas, os que abandonam vícios, os que perdem medos, o que se libertam e os que rompem experimentam a solidão que só pode ser quebrada por outro que conheça essas experiências. A natureza da experiência pode ser totalmente distinta, mas eles se tornarão parceiros enquanto ‘forasteiros’.” – pág. 66

“Achar-se – e o ancião tentar revelar este segredo ao jovem – é construir identidades e desfazer-se delas.” – pág. 69

“O que ainda não é, só se faz sob o sol quando abrimos mão da obediência. Não a obediência em relação ao outro, mas a que impomos a nós mesmos ou a de outros que introjetamos como se fosse nossa.” – pág. 70

“Se em teoria o ‘caminho do meio’ nos parece mais equilibrado e maduro, em termos da alma o rabino de Kotzk tem razão – qual é o ser humano que, profundamente mobilizado por uma intenção e sedento pelo sagrado, pode deixar de ser passional e extremista? Como estar apaixonado e ser moderado? O ‘caminho do cavalo’ representaria a postura daquele que teme a experiência radical de romper com o padrão e a expectativa da maioria.” – pág. 75

“A vida saberá nos julgar não apenas pelas ‘perversidades’ que acreditamos poder evitar, mas também pelas ‘tolices’ que nos permitimos.” – pág. 77

Tem o Moletom Mia Thermopolis em preto também:

“Quando uma pessoa deixa de ficar satisfeita com seu negócio ou com sua profissão, é certamente um sinal de que não o está conduzindo honestamente. (New.Antho. 194).” – pag. 79

“O rabi Bunan (Buber, Late Masters, p. 257) adverte que os ‘pecados’ que um indivíduo comete não são o pior crime realizado por ele. O verdadeiro crime do ser humano é que ele pode dar-se ‘uma simples volta’ a qualquer momento, mas não o faz.” – pág. 81

“Aquele que não faz uso de todo o potencial de sua vida, de alguma maneira diminui o potencial de todos os demais. Se fôssemos todos mais corajosos e temêssemos menos a possibilidade de sermos perversos, este seria um mundo de menos interdições desnecessárias e de melhor qualidade.” – pág. 82

“O inconformismo das pessoas diante dos que estão em processo de rompimento com conceitos e propostas do passado tambem decorre do medo e desconforto profundos produzidos pela identificação com essa postura.” – pág. 112

“Será um mundo de traidores que não serão crucificados. Será um mundo que descobrirá que quem crucifica não são os outros, mas nós mesmos.” – pág. 117

E branco:

“Ainda cometeremos muitas crucificações, mas a derradeira, a que realmente está em jogo, é a nossa. Se não encontrarmos alguma forma de paz formada de tensão entre nosso corpo e nossa alma, entre nossa moral animal e nossa imoralidade, estamos ameaçados de não redimirmos nossa espécie.” – pág. 118

“As roupas que vestem de moral as intenções humanas nos tornam prisioneiros de uma realidade que nos poda, nos restringe e ameaça nossa sobrevivência. Poder enxergar-se nu, no entanto, é uma traição ao animal consceinte difícil de se bancar.” – pág. 122

“A resolução do conflito está em seu reconhecimento e no estabelecimento de relações entre homens e mulheres que aceitem essas tensões como inerentes à própria vida. O mundo ideal do futuro será um mundo também de tensões, mas estas não serão projetadas sobre o outro.” – pág. 128

Além de várias outras peças, clica aqui pra se vestir de si mesma:




Autor:

Helô Gomes
Helô Gomes é bacharel em jornalismo, premiada nacionalmente com a obra "Cordel de Moda - arte e Cotidiano na feira de Caruaru"; cobriu as principais semanas de moda do circuito Nova York, Londres, Milão, Paris, Rio e São Paulo, publicou e apresentou pesquisas científicas a convite da USP em Dublin, Moscou, Budapeste e Cracóvia, é apaixonada por literatura e arte e no Coletivo Lírico expressa todo seu olhar sobre a moda em forma de objetos de consumo afetivos

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