E viva nosso consumismo

por | 8/01/2009 | cultura pop

Gente, alguém já caiu de amores, ou de ódio, pelas novas figurinhas do próximo Big Brother?

Foi momento-sensação ontem na Vogue quando divulgaram as new faces do reality, e quer saber? Eu vou assistir mesmo!!=)

E quando alguém apontar o dedinho pra mim, dizendo que não passa de um programa fútil, feito pra controlar as massas, rá, eu já tenho a resposta pronta: “Darling, estou na verdade analisando o comportamento humano pós êxito do comunismo soviético”. Oi?tecla SAPUm carinha chamado Eric Blair – que sabe Deus lá porque só respondia se o chamassem de George Orwell – decidiu brincar de profeta. Em 1948 ele escreveu um livro contando a história de como o mundo estaria em 1984: nessa data, pra ele, o comunismo dos russos teria dado certo (força na peruca pra lembrar da aula de história). Tá, mas e aí?E aí que dentro desse sistema faz-de-conta dominado pelos Senhores Vodka, todo mundo era ultra controlado por um moço chamado de… Grande Irmão (Big Brother, Eurecaaaa!!!). Era uma vida bem difícil mesmo, porque ninguém tinha liberdade pra nada, nem pra comprar no cartão de crédito em várias vezes escondido do papis.

Pois bem, e como fazia esse grande irmão pra tomar conta de todos? Bem espertinho, ele instalava uma televisão em cada uma das casas da cidade, e tinha tipo um controle remoto universal. Sabe daqueles com mil canais? Payperview te lembra alguma coisa?Assim, ninguém podia fazer nada sem que fosse observado, e claro, julgado!

Ainda bem que deu tudo errado pros skavurskas! E vamos todos ser bem felizes torcendo pra galera ir mesmo pro paredão, porque eu to preferindo o comunismo do lado de lá do que do lado de cá da telinha!Me deixa ir pro shopping em paz. Né, não?
Detalhe: o nome do livro é 1984, by George Orwell. E eu tenho bem muita inveja do moço criativo que transformou o que seria uma aula de política em máquina de celebridade instantânea.




Autor:

Helô Gomes
Helô Gomes é bacharel em jornalismo, premiada nacionalmente com a obra "Cordel de Moda - arte e Cotidiano na feira de Caruaru"; cobriu as principais semanas de moda do circuito Nova York, Londres, Milão, Paris, Rio e São Paulo, publicou e apresentou pesquisas científicas a convite da USP em Dublin, Moscou, Budapeste e Cracóvia, é apaixonada por literatura e arte e no Coletivo Lírico expressa todo seu olhar sobre a moda em forma de objetos de consumo afetivos

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