“A roupa não tem vida, não tem força, é um objeto. A mulher usa esse objeto como uma representação. Ele simboliza a impressão que uma mulher quer dar de si mesma, mas é o corpo dela que atua. É o corpo que a fará misteriosa, estranha ou sedutora”.

Sonia Rykiel

Ministério da saúde adverte: passar vontade por tempo indeterminado causa taquicardia por monotonia e tédio. Contraditório? Calma que a gente explica…

Aqui na hello (e na vida, claro) a gente costuma ver muito mais pessoas sofrendo por algo que deixaram de fazer do que por algo que lutaram (e, por sorte ou azar, perderam). Sabe por que?

O que mata a gente é a inércia, não a coragem. Que fique registrado para fins burocráticos e estéticos, afinal, nunca vimos tantas garotas com medo de mudanças no corte de cabelo, na escolha do look, na escolha de uma música…

Parece que anda rolando uma insegurança contagiosa, tipo um zika vírus da falta de amor próprio. Os sintomas? Mau humor, mals tratos e vidinhas mais ou menos.

Duane Michals heisenberg's magic mirror of uncertainty 1998 shot for French Vogue

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“Queria muito cortar mas não tenho coragem”. Oi?! 

Sabe, se você tem o cabelo longo há 15 porque não tinha vontade de cortar é uma coisa. Agora, não muda o visual porque não tem coragem?! Coragem do que minha gente, de ser feliz?

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É um desejo pessoal que deve mover qualquer mudança e não uma barreira de medo. Ainda mais quando falamos de algo não definitivo, como um corte de cabelo. Fios crescem, mas a gente fica menina pra sempre se não experimenta nossos desejos nessa vida.

A pergunta é sempre a mesma: “O que eu quero fazer?”. E o resto que seja… o resto!

Por favor, satisfaçam as suas vontades! Se vocês não fizerem isso por vocês mesmas, de verdade, ninguém mais vai fazer.

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Obs: as fotos deste são são dos anos 1990, quando o fotógrafo Duane Michals recebeu uma proposta da vogue francesa: a revista queria que o moço fizesse uma representação da física quântica em um editorial.

O resultado?

DUANE-MICHALS.-Dr-Heisenbergs-Magic-Mirror-of-Uncertainty-1998-5

Uma sessão de fotos com um espelho convexo (comprado pelo próprio Duane) que transforma tudo que nele tenta se refletir: nenhuma imagem é igual à outra.

Porque (de acordo com a teoria de Heisenberg) assim como os átomos e o universo, nós também estamos em contato movimento e constante caos: nunca somos iguais, nem a nós mesmos.