“São necessários muitos anos de vida pra alguém poder se considerar verdadeiramente jovem”

Pablo Picasso

Outro dia rolou aqui no “abre aspas” um gráfico com pessoas x idades em que elas começaram a “brilhar” na vida.

“Começaram” assim, entre aspas mesmo, porque a gente acredita que sucesso é realmente muito relativo – ou, melhor: é algo que se relaciona unicamente com nossa vida interior : ter sucesso é estar bem consigo mesmo, com sua essência, com seus sonhos e com seus desejos. Simples assim, complexo assim.

Acontece que o mundo meio que adora definir diversos conceitos pra gente, né? “Ter sucesso é ter um bom trabalho; ter sucesso é estar casado;ter sucesso é ter uma boa casa, ter sucesso é bla bla bla bla.”

Para o mundo que a gente precisa voltar umas 7 casas aí no jogo da vida!

ter sucesso?

Já começa errando no verbo.

Não se TEM sucesso. Você não possui uma felicidade.

“O verbo ter é um verbo extremamente irregular. Quando conjugado, apresenta diversas alterações no radical e nas terminações. Apresenta vários radicais distintos: eu tenho, eu tinha, eu tive, eu terei. Também as formas no presente do indicativo tem (singular) e têm (plural) costumam causar dúvidas.”

brigada Aurélio.

Já dizia o poeta: o importante não é ter, mas ser <3 #cafonaPorémVerdade

Ser um profissional criativo; Ser uma namorada/esposa/crush legal; Ser responsável pela criação de um espaço no qual você se identifique & tudo tenha significado e você se sinta… em casa  etc e tals…

Ter sucesso, na verdade, é ser quem você realmente quer ser.

Esse caminho tem uns boletos altos a serem pagos – não seguir o caminho mais fácil de carteira assinada já trilhado por CLT’s por aí… Decepcionar pessoas queridas, errar, se jogar, ter seu coração partido, partir o coração de terceiros, botar fogo na casa (sentido figurado, hein, rsrs) e mais um tantão de outras pedras que vão parecendo por aí e, quer saber? tudo bem. São as suas pedras.

Só não dá pra passar a vida carregando bauxita dos outros achando que é diamante, né?

Essas telas lindas feitas à oleo são da Grandma Moses e eu confesso que alegraram meu olhar por uns bons minutos de vida, tanto que quis compartilhar aqui com vocês.

A moçoila começou a pintar aos 78 anos simplesmente porque aos 78 anos ela sentiu vontade de se expressar dessa maneira.

Tem gente que vai dizer:

“nossa, mas que desperdício, por que não começou a pintar antes?”

Tem gente que vai dizer:

“afff, que lindo quanta vida nesse desenho doce e cheio de detalhe. Com certeza é de uma alma que transborda”

 

Fica aí a gosto de vocês qual em qual time vocês vão querer estar 😉