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Hospital dói; não sonhar dói ainda mais

Recentemente, descobri que dormir é gostoso. Hiperativa que sou, antes fazia meio que por obrigação, porque entendia que a máquina do corpo ia ficar sem desligar por muito tempo e isso poderia dar ruim – como já aconteceu muitas vezes. Em uma delas, inclusive, precisei fazer duas cirurgias (com anestesia geral!) em menos de algumas horas de intervalo. Rolou muito hospital. E, olha, hospital também dói.

Hoje, eu gosto de dormir, porque sonhar é um dos exercícios cerebrais que mais dão flexibilidade muscular de idéias, pelo menos para mim. O legal do sonho é que não tem regra. É o nonsense do vale tudo no País das Maravilhas pelo Bosque do Vale a Pena Ver De Novo.

Freud faz algumas reviravoltas de idéia e muda a ordem dos fatores em alguns conceitos, então eu não sei se ele vai trocar de palpite mais uma vez, mas, até onde eu estou em sua obra ”A Interpretação dos Sonhos”, a gente só consegue sonhar com o que nós, de alguma forma, já vivenciamos.

Eis a a beleza deste rolê: sabe quando perguntam qual ator te interpretaria no filme da sua vida? Pois bem, a resposta é: você mesmo! É que, a cada noite, quando você fecha os olhos, sua alma vira diretora de Hollywood e suas mémorias te transformam na protagonista das emoções e sensações da obra da sua vida. Tudo no sonho é sobre a gente de alguma forma, e isso faz com que este seja um lugar de muito autocuidado.

Acho que quando dizem que alguém muito cruel já paga em vida o mal que faz é a isso que se referem: pessoas atormentadas não sonham. E não sonhar, na minha opinião, dói. Ao infinito.

Helô Gomes

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