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Nossa política de troca (de amor e de camisetas)

No Coletivo Lírico, não efetuamos troca dos produtos. Algumas pessoas esbarram nessa informação e costumam achar estranho. Mas queríamos bater um papo em forma de post com você, que está aí do outro lado, para que entenda de onde nasceu essa decisão.

Você sabia que a roupa, enquanto produto, é o único objeto de consumo que demora dois anos para ficar pronto? Pois é. Desde a fiação até passarmos nosso cartão de crédito lá se foram 730 dias. Em contrapartida, no mercado, as roupas seguem outra cronologia e são trocadas (com sorte) a cada seis meses: Primavera/Verão, Outono/Inverno. Nem precisamos ser peritos em Matemática para saber que essa conta não fecha, não é mesmo? Nem para quem produz, nem para quem consome.

Há mais ou menos oito anos atrás, tive a incrível oportunidade de almoçar com um italiano chamado Enrique Cietta. Fui conversar com ele sobre o livro ”A revolução do Fast Fashion”, escrito por ele, para fazer uma matéria. Foi então que ele me disse: ”Sabe por que a Zara, a Forever 21, a TOPSHOP e a H&M, entre outras marcas desse universo, explodiram?”. Foi aí que ele me explicou: elas convidavam os próprios consumidores para serem co-criadores de cada coleção.

Rápido exemplo pra gente se entender aqui: a Zara de Paris colocava saias de cor pink em sua vitrine. Se a que mais vendeu foi a saia pink com tachas, a marca decidia apostar em mais tachas, com uma bota na mesma pegada. Já na Zara do Brasil, o sucesso foi com a saia de poá. Então, ela decide investir em botas de poá. Isso não significa que uma é melhor que a outra, mas sim que os consumidores desdobraram as coleções daquela forma, de maneira totalmente intuitiva. Achei genial.

Nunca mais me esqueci e, trazendo para o que pratico com o Coletivo Lírico, a forma que consegui agregar o ensinamento de Cietta foi não mantendo um estoque. Por aqui, não criamos coleções de 15 estampas e pedimos 200 peças de cada. Vocês, meus amados clientes, são co-criadores da minha marca. Nossas camisetas não existem sem vocês. Pensem comigo: é como se vocês estivessem em um restaurante tipo buffet: na hora da balança, não tem como você dizer que não quer aquele prato, afinal, foi você quem o montou. Isso é customização.

Então, nossa dica é: compre com calma, pegue uma fita métrica, meça o seu corpo e descubra as suas medidas (em uma determinada época, a gente sabia até as da ”loira do Tchan”, vai).

No Coletivo, nos preocupamos em oferecer tamanho para todos os corpos (vamos do PP ao Plus Size). Olhando a nossa tabela de medidas, você entenderá melhor qual a blusinha perfeita para vestir seu biotipo e, melhor ainda, sua personalidade!

Olhe-a com calma e olhe também para si mesma. Assim, vamos contribuir para um sistema muito mais equilibrado e sustentável. Vamos criar, co-criar e existir a longo prazo. Vamos nos ajudar a fazer do mundo um lugar melhor.

Com carinho,

Helô Gomes

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