Prue Stent: gosta de rosinha? então clica aqui!

por | 17/11/2017 | arte, cultura, moda

O exemplo das rosas

Uma mulher queixava-se do silêncio do amante:
– Já não gostas de mim, pois não encontras palavras para me louvar!
Então ele, apontando-lhe a rosa que lhe morria no seio:
– Não será insensato pedir a esta rosa que fale?
Não vês que ela se dá toda no seu perfume?

Manuel Bandeira

 

Vocês sabiam que a história de rosa pra meninas e azul pra meninos nada tem a ver com biologia e/ou psicologia e sim com marketing?! 

Até o fim do século 19, tintura de tecido era cara, então os pais não se preocupavam com isso: a definição das cores “certas” para cada gênero surgiu só no início do século 20 e, olha só que curioso, era o inverso da atual! Um catálogo de roupas dos EUA de 1918 dizia que o rosa, por ser mais forte, era adequado aos garotos. E o azul, por ser delicado, às garotas! Foi só entre 1920 e 1950 que as lojas começaram a sugerir azul para eles e rosa para elas, como forma de agitar as vendas.

Tá, e aí que a fotógrafa australiana, Prue Stent tem se destacado com sua arte (hello, povo de humanas!) transgressora e emergente, preocupada com temas em torno das relações entre feminilidade e natureza, procurando relacionar essa sincronia entre corpo e o meio ambiente.

Sua série Pink explora a beleza feminina usando elementos de cor para levantar questões sobre o padrão de beleza da sociedade; seios, nádegas e lábios são expostos com tinta rosa para ilustrar esses padrões definidos de feminilidade.

A imagens são vivas e cheio de movimento e questionam a forma como vemos a figura feminina, relacionando-a à fantasias, fábulas e delicadeza…

Gostou? Entra no site da moça e confere os outros trabalhos dela, vale o clique! ;)




Autor:

Helô Gomes
Helô Gomes é bacharel em jornalismo, premiada nacionalmente com a obra "Cordel de Moda - arte e Cotidiano na feira de Caruaru"; cobriu as principais semanas de moda do circuito Nova York, Londres, Milão, Paris, Rio e São Paulo, publicou e apresentou pesquisas científicas a convite da USP em Dublin, Moscou, Budapeste e Cracóvia, é apaixonada por literatura e arte e no Coletivo Lírico expressa todo seu olhar sobre a moda em forma de objetos de consumo afetivos

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