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uma lição que aprendi com o cinema francês – além de que o look navy é sempre lindo

Como fazer pra que as pessoas interpretem exatamente o papel que a gente escreve pra elas no filme das nossas vidas? Não sei vocês, mas eu tenho paquera que vive errando o script, amiga que se atrapalha na fala… Sem contar figurante que acha que é ator principal e ator principal que tem o ego maior que o talento. Pior que a gente cuida da luz, do figurino, do cenário e… Ai minha Nossa Senhora! Corta isso aí, produção!


No meu último Cine Belas Artes embarquei no fabuloso mundo de Anne Fontaine, a diretora por trás do excelente Gemma Bovary. O destino – além da Normandia, de Gustave Flaubert, foi a maravilhosa imaginação do personagem Joubert: um padeiro tão doce quanto manipulador que acredita que as pessoas ao seu redor são projeções de seus grandes amores da literatura. A força da imaginação é tanta que, de uma forma ou de outra, a vida até acaba por se encaixar na arte. Só que não tem como caber certinho, né? PLOT TWIST!

O desenrolar das dores e amores, mesmo seguindo a ordem literariamente estabelecida, têm nas suas causas e efeitos acontecimentos tão absurdos que, no grand finale, o sentimento que fica nem é poético e, muito menos, sublime. (não contém spoiler, por isso, assistam!) Resumo da ladainha? Replay de “A Noite Americana”, do Truffaut (Jac Bisset musa absoluta nessa estória hilária sobre o fazer cinema) ; colocar Deus no cargo de roteirista títular da minha vida ; liberar o free style pra todo o elenco e ver o que sai. Alguém me passa a pipoca?!

+ Gemma Bovary – a vida ivita a arte – clica aqui pra saber mais desse filmão.

 

 

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