Em vida, Vincent Van Gogh não teve fama, nem riqueza (pelo menos não o que o mundo considera riqueza). Durante 37 anos, passou fome, frio, foi ignorado pela crítica e também pelo mundo artístico. Suicidou-se ( há controvérsias) com um tiro no peito e fora, por muitos anos, considerado louco (todos os gênios são, né, migos?!)

Tendo vendido apenas uma única tela em vida, morreu sem saber que seus quadros estariam, algum dia, entre os mais caros do mundo  – imagina que viagem ele lá no Céu, do lado de Deus, todo pleno porque né, um ser humano que enxerga a beleza que ele viu na Natureza e ainda conseguiu capturar isso em telas com tinta pra mostrar pra nós, reles mortais, com certeza tá alí tomando uns bons drinks com o Criador.

1) ORIGENS

Vincent Willen Van Gogh nasceu no ano de 1853, na Holanda. Era o mais velho dos seis filhos de Theodorus Van Gogh e Anna Cornelia Carbentus. Foi educado de forma rígida e tornou-se uma criança séria, quieta e de poucos amigos. Sua única grande ligação era com o irmão mais novo, Theo, que no decorrer da vida, tornou-se seu único amigo, oin, <3.

2) CONTATO COM A ARTE

Ainda criança iniciou seus primeiros desenhos e os estudos das línguas francesa, inglesa e alemã. Aos dezesseis, começou a trabalhar em uma galeria de arte, fazendo visitas frequentes a alguns museus. Foi transferido para Londres, onde conheceu outras galerias, expandindo seu conhecimento artístico. Mais tarde foi para Paris… aí, já viu, né?!

3) MISSIONÁRIO

Buscando novos rumos, partiu para a Bélgica como missionário e, em uma mineração de carvão, conheceu a extrema pobreza. Passou a viver com os pobres, com quem dividia seu dinheiro, roupas e comida, além de também ler a Bíblia.

Dedicou-se inteiramente em ajudá-los, mas seus superiores (#preguiça) julgaram o comportamento como obsessivo (roiiiiiinc).

Afastado, entrou em profunda depressão por achar que seu esforço não valera a pena…

4) DEDICAÇÃO NA PINTURA E RELAÇÃO COM AS CORES

Abandonou sua vocação religiosa e decidiu dedicar-se inteiramente à arte. Para isso, contou com o apoio financeiro do irmão, que o sustentou  até o fim de sua vida. Conheceu técnicas de pintura e passou boa parte de seu tempo com alguns pintores e entusiastas da arte, com os quais discutia e visitava museus, expandindo ainda mais os seus conhecimentos.

Através de Theo, que administrava uma galeria de arte, Van Gogh entrou em contato com os trabalhos dos Impressionistas Claude Monet, Pierre-August Renoir, Camille Pissarro, Edgar Degas e Georges Seurat e foi profundamente influenciado com relação ao uso da cor.

Assim, mudou-se para Arles, no sul da França, onde, segundo ele, havia mais cor e mais sol – lugar onde observou as cores da natureza. Abandonou a temática triste e sombria de suas obras, que receberam tons mais claros e luminosos, amarelos intensos e vermelhos vivos. Nesse lugar que tanto o encantava, morou com Paul Gauguin, um conhecido pintor da época – #dicadeamiga leia o livro < Um gosto e seis vinténs > W. Somerset Maugham sobre o Paul. É fabuloso.

5) VELAS NO CHAPEU

O artista também pintava durante a noite, no campo, ao ar livre. Para iluminar a tela, as tintas e os pincéis, colocava um chapéu e uma fileira de velas em sua aba.

6) PAUL GAUGUIN

Ambos partilhavam da mesma admiração pela arte. Porém, a convivência não chegou nem perto de ser pacífica. As diferenças de temperamento causaram crises nervosas em Van Gogh e as discussões eram frequentes. Instabilizado emocionalmente, Van Gogh atacou Gauguin com uma navalha e acabou cortando um pedaço da própria orelha…  🙁

7) ENTRE A LOUCURA E A RAZÃO

Sentindo-se abandonado pelo amigo e vivendo em um labirinto pessoal entre sanidade e loucura, o artista embrulhou o pedaço de sua orelha em um jornal e o entregou a uma prostituta. Foi internado, snif. A frequência crescente de suas crises o levaram, com a ajuda de Theo, a um asilo de doentes mentais.

Ao deixar o asilo decidiu-se que Van Gogh devia mudar para perto de Theo e ser tratado pelo Dr. Paul Gachet, um conhecido médico. O artista teve uma melhora espantosa e mudou-se, então, para Auvers-sur-Oise, a noroeste de Paris e, sob os cuidados do Dr. Gachet, começou a pintar com uma incrível energia, produzindo mais de 80 pinturas nos dois últimos meses que lhe restavam de existência. Van Gogh continuou a produzir alguns de seus melhores trabalhos e sua saúde mental e física melhoraram drasticamente, uma recuperação completa, do ponto de vista de Dr. Gachet.

8) MORTE

A medida que as condições melhoravam para ele, elas se tornam piores para Theo, que passava por muitas dificuldades financeiras. O artista continuou a trabalhar nas semanas seguintes, mas seu estado mental despencou.

No dia 27 de julho do ano de 1890, Vincent Wilen Van Gogh levou um tiro perto do lugar onde morava – por anos acreditou-se que ele havia cometido suicídio, porém, recentemente, surgem teorias que Van Gogh teria sido baleado por fanfarrões do lugar onde morava…  Morreu nos braços de Theo, dois dias após ser baleado, alegando que ele próprio havia disparado a arma.

9) CARTAS A THEO

Durante a vida, Van Gogh escreveu mais de 750 cartas ao irmão. Nelas, fala sobre seu processo criativo, seu relacionamento com os poucos amigos e também sobre o avanço em sua própria loucura. Toda a correspondência foi reunida no livro Cartas a Theo, editada pela L&PM que, aliás, miga, compra.